• Por VivianePavilionis

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  • 04/07/2016

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Arquitetura

Theatro Municipal de São Paulo

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Início de Século XX. São Paulo havia acabado de perder o Teatro São José (um dos mais importantes na época) em um incêndio. Havia o sonho da cidade possuir um novo teatro, um espaço à altura das grandes companhias estrangeiras.

Em 1898 após o incêndio, a Câmara Municipal de São Paulo lança incentivo para o empreendimento da construção do novo teatro, mediante a isenção de impostos. O empreendimento seria efetuado quando a concessão para isenção de impostos fosse acertada para durar 50 anos. Neste momento, o Escritório Técnico de Ramos de Azevedo apresenta a proposta de construção. Outra proposta já havia sido apresentada por Cláudio Rossi ao então prefeito Antônio Prado, que faz a aproximação entre o Escritório Técnico de Ramos de Azevedo.

Foi nesta época que arquiteto Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi iniciaram a construção do novo teatro em 1903 e, em 12 de Setembro de 1911, o Theatro Municipal foi aberto ante de uma multidão de 20 mil pessoas, que se acotovelava às suas portas. São Paulo se integrava, então, ao roteiro internacional dos grandes espetáculos. O local escolhido para a construção foi o Morro do Chá, que já abrigava o Novo Teatro São José.

A construção do Theatro Municipal foi considerada arrojada para a época: recebeu influência da Ópera de Paris e sua arquitetura exterior tem traços renascentistas barrocos do século XVII. Em seu interior, muitas obras de arte: bustos, bronzes, medalhões, paredes decoradas, cristais, colunas neoclássicas, vitrais, mosaicos e mármores garantem um banquete para os olhos do espectador mais atento.

Duas grandes obras marcaram as mudanças e renovações no Theatro: a primeira, em 1954, criou novos pavimentos para ampliar os camarins, reduziu os camarotes e instalou o órgão G. Tamburini; a segunda, de 1986 a 1991, restaurou o prédio e implementou estruturas e equipamentos mais modernos.

Para celebrar o Centenário, em 12 de Setembro de 2011, o Theatro Municipal de São Paulo sofreu a terceira obra, esta bem mais complexa que as demais, por restaurar todo o edifício e modernizar o palco. Para tal, as fachadas e a ala nobre foram restauradas, 14.262 vidros que compõem os conjuntos de vitrais recuperados, as pinturas decorativas resgatadas com base em fotos antigas e o palco foi equipado com os mais modernos mecanismos cênicos.

 

Ficha Técnica:

Área Total: 3.600m2

Capacidade de Público: 1.816 lugares

Palco:

Área: 576,46m2

Altura: 24,70m

Profundidade: 21,55m

Largura: 26,75m

Boca-de-cena: 13,30m (larg.) x 11,35m (alt.)

Serviços / Espaços:

Café

24 Camarins individuais

Bilheteria

3 Camarins coletivos

Chapelaria

5 Salas de ensaio

Restaurante

Equipamentos Cenotécnicos:

Elevador no fosso de orquestra

5 Elevadores cênicos

Cortina corta-fogo

39 Varas de cenário

7 Varas de luz

Monta-carga

Praticáveis para coro e orquestra

1 Concha acústica

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Fontes: Cidade de São Paulo, Prefeitura de São Paulo, Wikipedia, Sole Associados

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Sobre o Autor

  • Viviane Pavilionis

    Veterana em Edificações do IFSP, é desde 2008, graduada também na área de Turismo pela FMU. Entre suas funções atuais, é Gerente de Relacionamentos e Coordenadora de Estágios na Cursos Construir.

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